domingo, 23 de março de 2014

Entrevista com o líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, ao jornal O Globo.

O BRASIL INTEIRO DEVERIA LER ESTA ENTREVISTA

Entrevista com o líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, ao jornal O Globo.

Estamos todos no inferno. Não há solução, pois não conhecemos nem o problema

O GLOBO: Você é do PCC?

- Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão…

O GLOBO: – Mas… a solução seria…

- Solução? Não há mais solução, cara… A própria idéia de “solução” já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma “tirania esclarecida”, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios…). E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.

O GLOBO: – Você não têm medo de morrer?

- Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar… mas eu posso mandar matar vocês lá fora…. Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba… Estamos no centro do Insolúvel, mesmo… Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração… A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala… Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em “seja marginal, seja herói”? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha… Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante… mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem.Vocês não ouvem as gravações feitas “com autorização da Justiça”? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.

O GLOBO: – O que mudou nas periferias?

- Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório… Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no “microondas”… ha, ha… Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.

O GLOBO: – Mas o que devemos fazer?

- Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas… O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, “Sobre a guerra”. Não há perspectiva de êxito… Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas… A gente já tem até foguete anti-tanques… Se bobear, vão rolar uns Stingers aí… Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas… Aliás, a gente acaba arranjando também “umazinha”, daquelas bombas sujas mesmo. Já pensou? Ipanema radioativa?

O GLOBO: – Mas… não haveria solução?

- Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a “normalidade”. Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco…na boa… na moral… Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos dele e vocês… não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: “Lasciate ogna speranza voi cheentrate!” Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Igreja oferece programa de ressocialização como alternativa a prostitutas detidas pela Polícia


Igreja oferece programa de ressocialização como alternativa a prostitutas detidas pela Polícia
No Arizona, a prostituição é crime. No entanto, uma iniciativa de evangelização tem oferecido oportunidade às profissionais do sexo de, ao serem detidas pela Polícia, optarem por serem levadas a uma igreja ao invés da cadeia.
O estado norte-americano adotou o Projeto ROSE, desenvolvido na cidade de Phoenix em 2011, e que já prestou assistência a mais de 350 pessoas.
Parte da estratégia da Polícia envolve a investigação, na internet, de locais de prostituição. A ação resulta na localização de dezenas de prostitutas, segundo informações do site RT. Ao serem detidas, são levadas para a Escola Estadual do Arizona de Serviço Social .
Depois de identificadas, as mulheres recebem cuidados de saúde, indicação de abrigo caso não tenham moradia e outros serviços de apoio. Se as mulheres concordam com o programa, não são presas. A iniciativa foi desenvolvida por Dominique Roe – Sepowitz, diretor do Escritório de Tráfico Sexual Intervention Research e professor de sociologia em Arizona.
As mulheres que já passaram pelo programa uma vez, ou que tenham pendências criminais, não podem participar novamente. “O Projeto ROSE é uma oportunidade de serviço para uma população envolvida em um problema muito complexo”, afirmou o tenente James Gallagher.
O autor do projeto, concorda com a visão do tenente: “Ter que tocar muitas partes do corpo, tendo que muitos fluidos corporais perto de você e fazer coisas que são estranhas e esquisitas realmente mexe com a sua ideia de que relacionamento se baseia em intimidade”.
O programa é subsidiado pelo governo através de verbas públicas que são destinadas à Bethany Bible Church, que recebe as mulheres detidas e presta assistência a elas. A opção do governo em investir no aconselhamento e tratamento foi apontada como correta por especialistas. Um estudo de 2013 feito pelo Instituto de Medicina e o Conselho Nacional de Pesquisa examinou o tráfico sexual e a exploração de menores, e recomendou em seu relatório “abordagens colaborativas”, pois essas seriam mais eficazes.
Por Tiago Chagas, para o Gospel
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segunda-feira, 10 de março de 2014

Como ser brasileiro em Portugal sem dar muito na vista

Como ser brasileiro em Portugal sem dar muito na vista

Sim, eu sei que não será culpa sua, mas, se você desembarcar em Portugal sem um bom domínio do idioma, poderá ver-se de repente em terríveis " águas de bacalhau ". Está vendo? Você já começou a não entender.
O fato é que como dizia Mark Twaia a respeito da Inglaterra e dos Estados Unidos, também Portugal e Brasil são dois países separados pela mesma língua. Se não acredita veja só esses exemplos,(...)
Um casal brasileiro, amigo meu, alugou um carro e seguia tranqüilamente pela estrada Lisboa-Porto, quando deu de cara com um aviso: Cuidado com as BERMAS". Eles ficaram assustados – que diabo seria berma? Alguns metros à frente, outro aviso: “Cuidado com as bermas". Não resistiram, pararam no primeiro posto de gasolina, perguntaram o que era uma berma e só respiraram tranqüilos quando souberam que BERMA era o ACOSTAMENTO.
Você poderá ter alguns probleminhas se entrar numa loja de roupas desconhecendo certas sutilezas da língua. Por exemplo, não adianta pedir para ver os TERNOS – peça para ver os FATOS, PALETÓ é casaco. Meias são PEUGAS, suéter é CAMISOLA – mas não se assuste, porque calcinhas femininas são CUECAS. ( Não é uma delícia).
Pelo mesmo motivo, as fraldas de crianças são chamadas CUEQUINHAS DE BEBÊ. Atenção também para os nomes de certas utilidades caseiras. Não adianta falar em esparadrapo – deve-se dizer PENSOS. Pasta de dentes é DENTÍFRICIO. Ventilador é VENTOINHA. E no caso (gravíssimo) de você tomar uma injeção na nádega, desculpe, mas eu não posso dizer porque é feio.
As maiores gafes de brasileiros em Lisboa acontecem (onde mais?) nos restaurantes, claro. Não adianta perguntar ao gerente do hotel onde se pode beliscar alguma coisa, porque ele achará que você está a fim de sair aplicando beliscões pela rua. Pergunte-lhe onde se pode PETISCAR. Os sanduíches são particularmente enganadores: um sanduíche de filé é chamado de PREGO; cachorros-quentes são simplesmente CACHORROS.
E não se esqueça: Um cafezinho é uma BICA; uma média é um GALÃO, e um chope é uma IMPERIAL. E, pelo amor de Deus, não vá se chocar quando você tentar furar uma fila e algum gritar lá de trás: "O gajo está a furar a BICHA!" Você não sabia, mas em Portugal chama-se fila de bicha. E não ria.
Ah, que maravilha o futebol em Portugal Um goleiro é um GUARDA-REDES. Só isso e mais nada. Os jogadores do Benfica usam CAMISOLA ENCARNADA – ou seja, camisa vermelha. Gol é GOLO. Bola é ESFÉRICO. Pênalti é PENÁLTI. Se um jogador se contunde em campo, o locutor diz que ele se ALEJOU, mesmo que se recupere com uma simples massagem. Gramado é RELVADO, muito mais poético, não é?(...)
Para entender as crianças em Portugal, pedagogia não basta. É preciso traçar também uma outra lingüística. Para começar, não se diz crianças, mas MIÚDOS. (Não confundir com miúdos de galinha, que são chamados de MIUDEZAS. Os miúdos de galinha portuguesa são os PINTOS). Quando um guri inferniza a vida do pai, este não o ameaça com a tradicional " dou-lhe uma coça!”, mas com "Dou-te uma TAREIA!", ou então com o violentíssimo “Eu chego a roupa à pele!"
Um sujeito preguiçoso é um MANDRIÃO. Um indivíduo truculento é um MATULÃO. Um tipo cabeludo é um GADELHUDO. Quando não se gosta de alguém, diz-se: "Não gamo aquele gajo". Quando alguém fala mal de você e você não liga, deve dizer: “Estou-me nas tintas", ou então: "Estou-me marimbando” (...) Um homem bonito, que as brasileiras chamariam de pão, é chamado pelas portuguesas de PESSEGÃO. E uma garota de fechar o comércio é, não sei por quê, um BORRACHINHO.
Mas o  pior equívoco em Portugal foi quando pifou a descarga da privada do  quarto de hotel e eles telefonaram para a portaria: "Podem me mandar um bombeiro para consertar a descarga da privada"? O homem não entendeu uma única palavra. Ele devia ter dito:
"Ó PÁ, MANDA UM CANALIZADOR PARA REPARAR O AUTOCLISMO DA RETRETE".
CASTRO, Ruy, Como ser brasileiro sem dar muito na vista. ” Viaje bem", revista de bordo da VASP, ano Vlll n.3/7

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Visto para os EUA

Nos últimos anos, a demanda de vistos de brasileiros para os Estados Unidos, quer a turismo, quer a negócios, disparou: foram 800.000 solicitações apenas em 2011. E não foi só a demanda que cresceu: entre 2001 e 2010, o volume de vistos concedidos para brasileiros aumentou mais de 144%, passando de 223.729 em 2001 para 546.866 em 2010. Dessa forma, os EUA se viram obrigados a reforçar o número de funcionários de seus consulados e acelerar os trâmites no país. O país também colhe benefícios: segundo o Departamento de Comércio dos EUA, os brasileiros gastam em média 5.000 dólares em cada viagem ao país. Os viajantes brasileiros estão entre as três nacionalidades que mais deixam dinheiro ao visitarem território americano, ao lado de chineses e indianos. Entenda a seguir quais são hoje os trâmites de concessão de visto para os EUA – e porque os brasileiros são tão bem-vindos ao país.
Segundo afirmou o presidente Barack Obama, esta é uma de injetar mais recursos na economia do país, que ainda se recupera da recessão. "A cada ano, dezenas de milhões de turistas de todo o mundo vêm visitar os Estados Unidos. E quanto mais visitantes vierem, mais americanos voltarão a trabalhar", afirmou. "Queremos mais gente vindo facilmente aos Estados Unidos".
Em janeiro deste ano, os EUA adotaram novas regras para simplificar e agilizar o processo de obtenção de vistos para turistas. Já em fevereiro, o Departamento de Estado americano afirmou ter reduzido 'drasticamente' os tempos de espera para a obtenção de visto em suas representações diplomáticas no Brasil. Quem solicita um visto americano no Rio de Janeiro ou em Brasília espera agora duas semanas ou menos para ser entrevistado, segundo o Departamento. Já em São Paulo, o prazo médio teria caído para menos de trinta dias. Mas recomenda-se que o brasileiro procure o consulado com pelo menos três meses de antecedência antes de viajar.

Formulário
O primeiro passo para obter o visto norte-americano é preencher o formulário DS-160, disponível no site https://ceac.state.gov/genniv/ (em inglês). É preciso ficar atento às informações prestadas, já que inconsistências nos dados podem por todo o processo a perder.
Pagamento
Para os vistos do tipo (B1/B2, C1/D, F, M, J, I, TN, TD) a taxa é de 160 dólares. Já os tipos (H, L, O, P, Q, R) custam 190 dólares. Os vistos tipo E-1, E-2 e E-3 têm taxa de 270 dólares e o visto de noivo ou noiva (tipo k), 240 dólares. O pagamento pode ser feito por meio de cartão de crédito pelo site do agendamento, por telefone, em dinheiro em qualquer agência do Citibank ou por boleto bancário. Não há cobrança separada para agendamento ou envio do passaporte.
Agendamento
De posse do número do código de barras do DS-160 e do recibo de pagamento da taxa, o agendamento da entrevista pode ser feito pelo site http://brazil.usvisa-info.com ou pelo telefone http://usvisa-info.com/pt-BR/selfservice/us_service_options. É preciso ter em mãos o número do passaporte. Primeiro, é preciso agendar a data de entrevista no consulado, em seguida a data para coleta de dados (foto e impressões digitais) no centro de atendimento (CASV), que é feita antes da entrevista.
Coleta de dados
Agendamento feito, é preciso ir a um dos Centros de Atendimento ao Solicitante de Visto (CASV) para coleta dos dados biométricos (impressões digitais e foto). O solicitante deve levar o passaporte e a página de confirmação do formulário DS-160. Pessoas acima dos 66 anos ou com até 15 anos estão isentas desse processo. Basta levar uma foto 5×7 e a página da confirmação do formulário DS-160 no centro de atendimento. Confira aqui os endereços dos CASV http://usvisa-info.com/pt-BR/selfservice/us_asc_information.
Entrevista
O último passo é a entrevista no consulado. Na ocasião, é preciso levar passaporte e a página de confirmação com o código de barras do formulário DS-160. Menores de 16 anos ou maiores de 65 anos são dispensados da entrevista, mas podem ser convocados se a embaixada ou consulado julgar necessário.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

SOLIDÃO!

A solidão amiga

A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão... O que mais você deseja é não estar em solidão...

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música... Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa... Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão... A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro A chama de uma vela, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, "parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxoleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis". A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: "Como se comporta a Sua Solidão?" Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: "Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você." Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

Como é que a sua solidão se comporta? Ou, talvez, dando um giro na pergunta: Como você se comporta com a sua solidão? O que é que você está fazendo com a sua solidão? Quando você a lamenta, você está dizendo que gostaria de se livrar dela, que ela é um sofrimento, uma doença, uma inimiga... Aprenda isso: as coisas são os nomes que lhe damos. Se chamo minha solidão de inimiga, ela será minha inimiga. Mas será possível chamá-la de amiga? Drummond acha que sim: "Por muito tempo achei que a ausência é falta./ E lastimava, ignorante, a falta./ Hoje não a lastimo./ Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim./ E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,/ que rio e danço e invento exclamações alegres,/ porque a ausência, essa ausência assimilada,/ ninguém a rouba mais de mim.!"

Nietzsche também tinha a solidão como sua companheira. Sozinho, doente, tinha enxaquecas terríveis que duravam três dias e o deixavam cego. Ele tirava suas alegrias de longas caminhadas pelas montanhas, da música e de uns poucos livros que ele amava. Eis aí três companheiras maravilhosas! Vejo, frequentemente, pessoas que caminham por razões da saúde. Incapazes de caminhar sozinhas, vão aos pares, aos bandos. E vão falando, falando, sem ver o mundo maravilhoso que as cerca. Falam porque não suportariam caminhar sozinhas. E, por isso mesmo, perdem a maior alegria das caminhadas, que é a alegria de estar em comunhão com a natureza. Elas não vêem as árvores, nem as flores, nem as nuvens e nem sentem o vento. Que troca infeliz! Trocam as vozes do silêncio pelo falatório vulgar. Se estivessem a sós com a natureza, em silêncio, sua solidão tornaria possível que elas ouvissem o que a natureza tem a dizer. O estar juntos não quer dizer comunhão. O estar juntos, frequentemente, é uma forma terrível de solidão, um artifício para evitar o contato conosco mesmos. Sartre chegou ao ponto de dizer que "o inferno é o outro." Sobre isso, quem sabe, conversaremos outro dia... Mas, voltando a Nietzsche, eis o que ele escreveu sobre a sua solidão:

"Ó solidão! Solidão, meu lar!... Tua voz - ela me fala com ternura e felicidade!

Não discutimos, não queixamos e muitas vezes caminhamos juntos através de portas abertas.

Pois onde quer que estás, ali as coisas são abertas e luminosas. E até mesmo as horas caminham com pés saltitantes.

Ali as palavras e os tempos/poemas de todo o ser se abrem diante de mim. Ali todo ser deseja transformar-se em palavra, e toda mudança pede para aprender de mim a falar."

E o Vinícius? Você se lembra do seu poema O operário em construção? Vivia o operário em meio a muita gente, trabalhando, falando. E enquanto ele trabalhava e falava ele nada via, nada compreendia. Mas aconteceu que, "certo dia, à mesa, ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção ao constatar assombrado que tudo naquela casa - garrafa, prato, facão - era ele que os fazia, ele, um humilde operário, um operário em construção (...) Ah! Homens de pensamento, não sabereis nunca o quando aquele humilde operário soube naquele momento! Naquela casa vazia que ele mesmo levantara, um mundo novo nascia de que nem sequer suspeitava. O operário emocionado olhou sua própria mão, sua rude mão de operário, e olhando bem para ela teve um segundo a impressão de que não havia no mundo coisa que fosse mais bela. Foi dentro da compreensão desse instante solitário que, tal sua construção, cresceu também o operário. (...) E o operário adquiriu uma nova dimensão: a dimensão da poesia."

Rainer Maria Rilke, um dos poetas mais solitários e densos que conheço, disse o seguinte: "As obras de arte são de uma solidão infinita." É na solidão que elas são geradas. Foi na casa vazia, num momento solitário, que o operário viu o mundo pela primeira vez e se transformou em poeta.

E me lembro também de Cecília Meireles, tão lindamente descrita por Drummond:

"...Não me parecia criatura inquestionavelmente real; e por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Distância, exílio e viagem transpareciam no seu sorriso benevolente? Por onde erraria a verdadeira Cecília..."

Sim, lá estava ela delicadamente entre os outros, participando de um jogo de relações gregárias que a delicadeza a obrigava a jogar. Mas a verdadeira Cecília estava longe, muito longe, num lugar onde ela estava irremediavelmente sozinha.

O primeiro filósofo que li, o dinamarquês Soeren Kiekeggard, um solitário que me faz companhia até hoje, observou que o início da infelicidade humana se encontra na comparação. Experimentei isso em minha própria carne. Foi quando eu, menino caipira de uma cidadezinha do interior de Minas, me mudei para o Rio de Janeiro, que conheci a infelicidade. Comparei-me com eles: cariocas, espertos, bem falantes, ricos. Eu diferente, sotaque ridículo, gaguejando de vergonha, pobre: entre eles eu não passava de um patinho feio que os outros se compraziam em bicar. Nunca fui convidado a ir à casa de qualquer um deles. Nunca convidei nenhum deles a ir à minha casa. Eu não me atreveria. Conheci, então, a solidão. A solidão de ser diferente. E sofri muito. E nem sequer me atrevi a compartilhar com meus pais esse meu sofrimento. Seria inútil. Eles não compreenderiam. E mesmo que compreendessem, eles nada podiam fazer. Assim, tive de sofrer a minha solidão duas vezes sozinho. Mas foi nela que se formou aquele que sou hoje. As caminhadas pelo deserto me fizeram forte. Aprendi a cuidar de mim mesmo. E aprendi a buscar as coisas que, para mim, solitário, faziam sentido. Como, por exemplo, a música clássica, a beleza que torna alegre a minha solidão...

A sua infelicidade com a solidão: não se deriva ela, em parte, das comparações? Você compara a cena de você, só, na casa vazia, com a cena (fantasiada ) dos outros, em celebrações cheias de risos... Essa comparação é destrutiva porque nasce da inveja. Sofra a dor real da solidão porque a solidão dói. Dói uma dor da qual pode nascer a beleza. Mas não sofra a dor da comparação. Ela não é verdadeira.

Mas essa conversa não acabou: vou falar depois sobre os companheiros que fazem minha solidão feliz.
Rubem Alves

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A infidelidade conjugal é também uma maldade


infidelidade2Uma das dores emocionais tida como a mais forte e devastadora é a que uma pessoa traída pelo cônjuge experimenta. Pessoas que passaram por esta experiência descrevem que foi como se uma faca tivesse atingido seu coração, partindo-o. Estudo científico feito pela Profa. Dra. Carmita Abdo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, publicado com o título “Descobrimento Sexual do Brasil”, revela dados alarmantes sobre o perfil de infidelidade dos brasileiros, homens e mulheres.
Nada justifica a traição num casal. Mesmo que explique, não justifica. Justificar tem que ver com provar que houve uma razão legal (dentro da lei) para o ato, ou significa tratar como justo um comportamento ou ainda provar a existência de um motivo legítimo para o ato realizado. Trair não é justo.
O cônjuge que trai age injustamente. O cônjuge traído talvez tenha sido injusto no sentido de ter privado o outro de atenções, sexo, diálogo, companhia, etc. Ambos, traído e traidor, geralmente têm culpa no caso de uma infidelidade no casamento. Na verdade, não há um carrasco e uma vítima. Ambos erram.
Há casos em que o traidor age com traição de maneira muito injusta, sendo, assim, muito mais culpado da situação de dor e desmoronamento do relacionamento, tendo aberto uma ferida de muito difícil cicatrização. Há pessoas que traem porque são compulsivas sexuais cujo cônjuge não tem quase nenhuma culpa, se alguma, pelos constantes e freqüentes episódios sexuais fora de casa deste indivíduo adicto ao sexo.
Trair é uma maldade. Também. Se o cônjuge traído sempre foi fiel e fica sabendo da situação, instala-se uma dor de difícil cura. Abre-se uma ferida cheia de “pus” de ódio, tristeza, estranheza, sensação de estar casado agora com um inimigo, “sangra” muito. O que era íntimo, fica afastado; o que era confiável, fica desconfiado; o que era amigo, parece inimigo; o que era conhecido, fica estranho.
Dra. Abdo e equipe pesquisaram entre 3106 mulheres brasileiras e encontraram que as que menos traem seu marido são as do Paraná (19,3%) enquanto que as que mais traem são do Estado do Rio (34,8%). Outros Estados ficaram assim quanto à percentagem de mulheres que traem (em média): Pará 20,3%; Santa Catarina 23,3%; Mato Grosso do Sul 23,6%; São Paulo 24,1%; Bahia 25,2%; Pernambuco 26,5%; Ceará 26,7%; Goiás 27,7%; Minas Gerais 29,5%; Rio Grande do Norte 30,2% e Rio Grande do Sul 31,7%.
Quanto aos homens, os que menos traem são os do Paraná também, mas mesmo assim com índice muito alto (43%). Depois vem São Paulo com 44%; Minas Gerais 52%; Rio Grande do Sul 60%; Ceará 61% e o estado com maior número de homens infiéis é a Bahia com 64%. Ou seja, em cada 100 homens baianos casados, 64 traem suas esposas em algum momento da vida segundo este estudo da Dra. Carmita.
A prevalência de um “caso sexual” entre 6846 participantes da pesquisa mostrou o seguinte quadro: 50,6% dos homens brasileiros admitiram ter tido um “caso sexual” com outra mulher, enquanto que 25,7% das mulheres admitiram ter tido sexo com outro homem. Ou seja, em cada 100 homens casados no Brasil, 50 tiveram um “caso” e em cada 100 mulheres casadas, quase 26 também tiveram contato extraconjugal sexual. Uma lástima e uma tragédia indevidamente alimentada pela má mídia.
A internet favorece a infidelidade conjugal. Pessoas casadas frustradas em seu casamento buscam “amor” virtual. Isto mascara o problema e pode complicar as coisas. Cerca de 60% dos casos de traição virtual termina em sexo real.
Uma pessoa casada que busca erotismo na internet está maltratando seu casamento porque estará comparando injustamente seu cônjuge com uma imagem pornográfica. Da mesma forma a pessoa casada frustrada em seu matrimônio que busca romance na internet está afundando ainda mais seu relacionamento e de uma forma injusta porque é muito fácil ser “amável” virtualmente e mostrar uma imagem de incompreendido(a) ou vítima para a pessoa no outro lado do chat. Ilusões são criadas e a coisa piora. E a verdade é que uma pessoa “interessante” também tem problemas.
A saída para evitar a infidelidade conjugal passa por diálogo sincero, humildade de ambos, marido e mulher, para aceitar dificuldades pessoais e procurar ajuda para resolvê-las, aceitar a limitação de todos os seres humanos para nos amar como sonhamos ser amados e aceitar o amor possível, parar de ter obsessão pelo outro, e aprender que homem e mulher são diferentes do ponto de vista comportamental o que produz a necessidade de aceitar as limitações pessoais e a compreensão de que o outro nunca poderá preencher todas as necessidades de cada um.
Dr. Cesar Vasconcelos
www.portalnatural.org.br




quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A Europa tem a Mulher Brasileira como presa fácil e hiper sexualizada!

Uma das grandes frustracoes e estresse de nossas conterraneas brasileiras na Europa é quando se deparam com o estígma que ronda a mentalidade machista e xenófoba que grande parte dos homens europeus tem sobre a mulher brasileira.  A idéia já cristalizada de que toda brasileira está sempre disponível, hipersexualizada e presa fácil. Isso vem acarretado muitos problemas e conflitos e mesmo gerando  agressoes simbólicas, psicológicas e físicas. E essas agressoes se dao na esfera privada, pública e nos meios de comunicacao. Muitas denúncias e acoes sao realizadas pelos movimentos de mulheres,  além de solicitacoes de apoio às entidades locais e representacoes brasileiras. Hoje de manha recebemos o Manifesto das mulheres de Portugal, que retrata fielmente a situacao que estao sofrendo por lá e que pode ser extendido para praticamente para toda a Europa. Os problemas já podem comecar nos aeroportos em que desembarcam. Estamos nessa luta contra esse estígma machista, sexista e xenófoba e muitas das vezes racista e neocolonial que se abate contra as mulheres brasileiras por aqui – Ras Adauto Berlin

Manifesto em repúdio ao preconceito contra as mulheres brasileiras em Portugal, em função do mais recente caso de estigmatização das brasileiras na comunicação social portuguesa, o programa Café Central da RTP. Solicitamos o seu apoio!

Manifesto em repúdio ao preconceito contra as mulheres brasileiras em Portugal
Vimos por meio deste, manifestar nosso repúdio ao preconceito contra as mulheres brasileiras em Portugal e exigir que providências sejam tomadas por parte das autoridades competentes.
Concretamente, apontamos a comunicação social portuguesa e a forma como, insistentemente, tem construído e reproduzido o estigma de hipersexualidade das mulheres brasileiras. Este estigma é uma violência simbólica e transforma-se em violência física, psicológica, moral e sexual. Diversos trabalhos de investigação, bem como o trabalho de diversas organizações da sociedade civil, têm demonstrado como as mulheres brasileiras são constantemente vítimas de diversos tipos de violência em Portugal.
O estigma da hipersexualidade remonta aos imaginários coloniais que construíam as mulheres das colônias como objetos sexuais, escravas sexuais, e marcadas por uma sexualidade exótica e bizarra. Cita-se, por exemplo, a triste experiência da sul-africana Saartjie Baartman, exposta na Europa, no século XIX, como símbolo de uma sexualidade anormal. Em Portugal, esses imaginários coloniais, infelizmente, ainda são reproduzidos pela comunicação social.
Teríamos muitos exemplos a citar, mas focaremos no mais recente, o qual motivou um grupo de em torno de 140 mulheres e homens, de diferentes nacionalidades, a mobilizarem-se, a partir das redes sociais, para escrever este manifesto e conseguir apoio de diferentes organizações da sociedade civil. Trata-se da personagem “Gina”, do Programa de Animação “Café Central” da RTP (Rádio Televisão Portuguesa). A personagem é a única mulher do programa, a qual, devido ao forte sotaque brasileiro, quer representar a mulher brasileira imigrante em Portugal. A personagem é retratada como prostituta e maníaca sexual, alvo dos personagens masculinos do programa. Trata-se de um desrespeito às mulheres brasileiras, que pode ser considerado racismo, pois inferioriza, essencializa e estigmatiza essas mulheres por supostas características fenotípicas, comportamentais e culturais comuns. Trata-se de um desrespeito a todas as mulheres, pois ironiza/escarnece sua sexualidade, sua possibilidade de exercer uma sexualidade livre, o que pode ser considerado machismo e sexismo. Trata-se, ainda, de um desrespeito às profissionais do sexo, pois ironiza o seu trabalho, transformando-o em símbolo de deboche/piada/anedota, sendo que não é um trabalho criminalizado em Portugal, portanto, é um direito exercê-lo livre de estigmas. No anexo 1 desta carta estão: o vídeo de um dos episódios (na versão on-line), e a transcrição de um dos episódios, bem como, a imagem dos personagens (na versão impressa). Destacamos que o fato é agravado por se tratar de uma emissora pública, a qual em hipótese alguma deveria difundir valores que ferem o direito das mulheres e da dignidade humana.
Além deste caso que envolve a televisão, existem muitos outros em revistas, jornais e publicidades, que exemplificam a disseminação do estigma em vários meios de comunicação de massa e cujos exemplos seguem em anexo. Seja qual for o meio de comunicação utilizado, é constante a representação estereotipada da mulher brasileira como objeto sexual, o que acaba por interferir na forma como as imigrantes brasileiras são percebidas e tratadas dentro da sociedade portuguesa.
-Anexo 2: a capa da Revista Focos, edição 565/2010, a qual apresenta as mulheres brasileiras como sedutoras e as representa com uma imagem cujo destaque é a bunda;
-Anexo 3: a reportagem do Diário de Notícias, edição do dia 26/06/2011, sobre o movimento SlutWalk Lisboa, a qual descontextualizou uma imagem, acabando por reforçar os estigmas contra a mulher brasileira, fazendo exatamente o contrário do objetivo do movimento;
-Anexo 4: publicidade do Ginásio Holmes Place- Health Club, atual, sobre uma modalidade de aulas intitulada “Made in Brazil”, a qual é representada por uma imagem cujo destaque é a bunda;
-Anexo 5: publicidade da Agência de Viagens Abreu, na Revista B de Brasil, edição inverno de 2001, cuja a imagem do Brasil é uma mulher e a mensagem da publicidade é uma referência direta aos descobrimentos e a disponibilidade, aos portugueses, do que havia e há no Brasil.
-Anexo 6: episódio do programa de humor “Mini-Malucos do Riso”, da SIC, no qual afirmam que no Brasil só há prostitutas e futebolistas.
Exigimos, das autoridades competentes, que se faça cumprir a “CEDAW – Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres”, da qual tanto Portugal, como o Brasil, são signatários. Destacamos, também, o “Memorando de Entendimento entre Brasil e Portugal para a Promoção da Igualdade de Gênero”, no qual consta que estes países estão “Resolvidos a conjugar esforços para avançar na implementação das medidas necessárias para a eliminação da discriminação contra a mulher em ambos os países”.
Grupo de Articulação do Manifesto:https://www.facebook.com/groups/manifestobrasileiras/
Organizações e Movimentos Sociais que apoiam e subscrevem o Manifesto:
Associação ComuniDária – comunidade solidária à pessoa imigrante, sensível às questões de género e com iniciativas diversificadas de integração.
Observatório das Representações de Género nos Média, UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta.
Movimento SlutWalk Lisboa.
Coordenação Portuguesa da Marcha Mundial de Mulheres.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Dicas pra Emagrecer Urgente

Dicas pra Emagrecer Urgente

Se você está cansada de dietas e regimes rigorosos, que prometem emagrecer muitos quilos,
mas que te fazem comer pouco e limitam a sua vida, tenho algumas dicas que eu mesma sigo
e que sempre me fazem entrar em forma rapidinho!
Não existe milagre, existe esforço. Deixar de comer não é fácil, mas seguindo algumas dicas, 
o peso vai embora sem muito esforço. Não gosto de seguir um cardápio específico, então sempre sigo alguns 
passos básicos que me fazem emagrecer até 3kg em uma semana.
Tome muita água. Muita mesmo. A água, além de hidratar, dá uma sensação de saciedade incrível.
  • Se der vontade de comer doces, coma uma fruta doce. 
  • Evite manga, abacate e uva, pois são muito calóricas.
  • Coma muita melancia. Ela tem muito líquido, sacia a fome, e hidrata o corpo.
  • Deixe de comer, ou diminua bastante, o consumo de arroz e pão branco
  • Se for comer feijão, misture com alguma salada, e deixe o arroz de lado por um tempo.
  • café da manhã deve ser a sua principal refeição. 
  • Coma mamão, pão integral, leite e iogurte desnatado.
  • No almoço, faça um prato de salada bem colorido. 
  • Misture alface, cenoura, chuchu cozido, rúcula, repolho, 
  • tomate, e jogue por cima fibra de trigo ou linhaça. 
  • Não use temperos calóricos. No máximo, uma colher de mostarda amarela.
  • Na janta, coma uma sopa leve. Se não quiser ir para a cozinha, 
  • sugiro tomar uma daquelas sopas de pacote, 
  • em porção individual, e com menos de 110 calorias. 
  • É só colocar numa xícara, misturar água, e colocar no microondas. 
  • A marca Vono é ótima!
  • Evite o consumo de carboidratos, e coma muita verdura e legumes.
  • Coma carnes, somente 3 vezes por semana, junto com a salada do almoço.
  • Entre as refeições, coma sempre uma fruta, ou uma barrinha de cereal.
  • Sem exercício físico, é difícil emagrecer. Se ir para a academia é difícil, 
  • tente trocar sempre a escada pelo elevador e caminhe diariamente.
Lembre-se: é bom emagrecer, mas continuar com a pele firme é melhor ainda.
E isso só o exercício físico traz.

O que acontece quando você bebe refrigerante

O que acontece quando você bebe refrigerante

Prof. Dr. Carlos Alexandre Fett
Faculdade de Educação Física da UFMT
Mestrado da Nutrição da UFMT
Laboratório de Aptidão Física e Metabolismo
Consultoria em Performance Humana e Estética

O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ ACABA DE BEBER UMA LATA DE REFRIGERANTE:

Primeiros 10 minutos:
10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado diariamente.
Você não vomita imediatamente pelo doce extremo, porque o ácido fosfórico corta o gosto.

20 minutos:
O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina.
O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura

 (É muito para este momento em particular).

40 minutos:
A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, 

o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente. 
Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras.

45 minutos:
O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. 

(Fisicamente, funciona como com a heroína..)

50 minutos:
O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo.
As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina, 

ou seja, está urinando seus ossos, uma das causas das OSTEOPOROSE.

60 minutos:
As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina.
Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco, os quais seus ossos precisariam..
Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar.
Ficará irritadiço.
Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, 

junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo.

Pense nisso antes de beber refrigerantes. Se não puder evitá-los, modere sua ingestão! 
Prefira sucos naturais. Seu corpo agradece!* Se achar interessante, repasse. 
Certamente estará fazendo bem a alguém.

RONALDO OLDERS ZINI

Lições de vida- Aprendendo com Neemias

Lições na Vida de Neemias

Lições na Vida de NeemiasTexto base: Neemias capítulos 1 e 2

Lendo o início da história de Neemias podemos aprender diversas lições práticas para a nossa vida. Neemias estava em uma terra estrangeira, o povo judeu estava cativo na Babilônia e Jerusalém estava assolada, com os muros derrubados, as portas da cidade queimadas e o povo que não tinha sido levado ao cativeiro e permanecia em Jerusalém estava em miséria e desprezo.
A situação era totalmente adversa para o povo do Senhor. Mas um homem fez a diferença. Vamos ver então quais foram os atributos que tornaram Neemias um homem vitorioso diante de uma situação de caos e sofrimento.
1- Não se deixe dominar pelo desespero e pelo pavor
A primeira reação de Neemias ao ouvir as notícias do povo que havia sobrado em Jerusalém (Neemias 1:3) foi assentar-se e chorar (Neemias 1:4a). Essa reação é algo natural para uma pessoa que está passando por um momento de grande angústia e sofrimento. O choro coloca para fora a dor interna do coração, os sentimentos de tristeza e angústia e é uma reação natural do corpo para livrar-se de uma grande carga emocional. É terapêutico, alivia as tensões internas da pessoa, serve para acalmar a alma. Contudo, logo após a reação natural (chorar) Neemias mostra uma atitude nova: ele jejua e ora perante o Senhor (Neemias 1:4b).
Neemias não se deixou dominar pela tristeza, não permitiu que o desespero tomasse conta de seu coração. Ele reagiu porque sabia que seu choro não resolveria a crise que se apresentava diante dele. Apesar da tristeza, da angústia e do medo que estivesse sentindo (lembre-se que ele era um dos cativos, vivendo como escravo do rei Artaxerxes), ele não se deixou dominar por nenhum desses sentimentos.
Existem dois sentimentos que podem tornar uma pessoa derrotada antes mesmo de tentar uma solução para seus problemas: o desespero e o pavor. Se buscarmos a definição da palavra desespero em um dicionário, encontraremos, entre outras, a seguinte: “Desesperança com irritação”. Isso significa a falta de esperança na resolução de uma situação. Já a palavra pavor é “Sensação provocada por medo violento, terror”. Uma pessoa apavorada está com um medo descontrolado, está aterrorizada e isso pode cancelar todo o seu potencial criativo e de raciocínio.
Uma pessoa que se deixa dominar pelo desespero e pelo pavor pode ser derrotada diante da adversidade sem nem mesmo tentar uma solução, porque seus talentos, seus dons, seu potencial como ser criativo e racional é subjugado pelo sentimento que tomou a sua alma. Desta forma, mesmo questões simples podem tornar-se complexas e causas pequenas ficam grandes e sem solução.
Posso citar um exemplo simples que aconteceu há pouco tempo na igreja onde congrego. Durante o culto de domingo (um dos mais cheios da semana) duas irmãs que estavam no culto proporcionaram uma cena inusitada aos que estavam presentes. Uma delas se dirigiu ao seu veículo e percebeu algo errado e falou para a outra que estava na porta da igreja: “A sua bolsa foi roubada, alguém entrou no carro e levou sua bolsa”. A moça que recebeu essa notícia entrou em desespero, começou a chorar alto, bater o pé no chão, tudo isso quase na porta da igreja. Eu, que estava próximo, pedi para uma obreira: “Por favor acompanhe a irmã para a sala de cima”. A obreira a levou enquanto eu conversava com a irmã dela que estava dentro do carro. Passados uns 3 minutos a moça que havia entrado em desespero volta, mais calma (até achei estranho ter se acalmado tão rápido) e disse uma frase que surpreendeu a todos que estavam vendo a cena: “Mas a minha bolsa eu levei para dentro da igreja, eu não deixei no carro. Está na igreja”. Percebam que, uma pessoa tomada facilmente pelo desespero, possui até mesmo seu raciocínio bloqueado por este sentimento. Ela se desesperou sem ter tido tempo nem mesmo de pensar onde a bolsa estava. E isso acontece com muita gente hoje em dia.
Neemias chorou, o que é uma reação natural, mas não se deixou tomar pelo desespero, nem pelo pavor. Ele teve autocontrole. O domínio próprio, que é um dos frutos do Espírito (Gálatas 5:22-23) se refere a dominar esses sentimentos que tentam desestabilizar nosso estado natural. Outro exemplo Bíblico de desespero é o que aconteceu com Hagar, a serva de Sara.
Quando Sara concebeu e deu à luz a Isaque, pediu para Abraão que colocasse Hagar e Ismael para fora de casa. Deus disse que Abraão podia fazer isso, pois o Senhor cuidaria do menino (Gênesis 21:10-13). Abraão deu para Hagar pão e um odre de água e ela se foi para o deserto.
Em Gênesis 21:15-16 diz que quando a água do odre acabou ela colocou o menino debaixo de uma árvore e se afastou, com medo de ver o menino morrer e começou a chorar. Ela foi dominada pelo desespero e nem se deu conta de que ali próximo havia água, pois em Gênesis 21:19 diz “E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água”. A passagem não diz que Deus criou um poço de água, mas que o Senhor lhe abriu os olhos para que visse. O poço já existia, mas o desespero tinha cegado Hagar, que não conseguia ver o óbvio.
O desespero cega a pessoa, anula suas forças e seu potencial. Por isso não devemos permitir que esse sentimento nos domine. Devemos desenvolver o fruto do domínio próprio e acreditar sempre que para o Senhor não há impossíveis.
2- Oração e Jejum
Vamos voltar a reação de Neemias quando ouviu as notícias sobre o povo em Jerusalém, que está em Neemias 1:4: “E sucedeu que, ouvindo eu essas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus”.
Perceba que Neemias, logo após a reação natural (chorar e lamentar) partiu para a ação. Ele jejuou e orou, buscando estratégia em Deus para a situação de seu povo. Ele sabia que a situação era muito urgente, difícil e que ultrapassava seus limites e forças naturais. Desta maneira clamou ao Senhor, buscando força, estratégia e capacitação para realizar o que era necessário pelos seus irmãos. Depois, quando falou ao rei, novamente orou para que seu pedido fosse concedido (Neemias 2:4-6).
Se você ler todo o livro de Neemias perceberá que suas atitudes são sempre baseadas em direcionamentos de Deus, por meio de jejuns e orações. Essa é a segunda lição que podemos tirar dessa maravilhosa passagem bíblica: o homem que coloca sua vida a serviço de Deus e que segue a direção apontada pelo Senhor obterá sempre o melhor!
Confiança e obediência são dois ingredientes fundamentais para todo aquele que deseja ter uma vida abençoada, próspera e feliz. E esses dois conceitos estão interligados. Somente mostra confiança aquele que obedece e somente obedece quem confia. Não é possível haver demonstração de confiança sem obediência, nem é possível obedecer a Deus sem confiar plenamente que Ele tem o melhor para nós. Neemias orou e jejuou, depois a direção que o Senhor lhe deu, ele obedeceu.
Há um ponto interessante na história desse servo do Senhor. Em nenhum momento se vê uma revelação profética, ou uma aparição de anjos, nem mesmo uma voz vinda do céu e falando com ele. Ele recebe do Senhor a direção em seu espírito, o Espírito de Deus falando diretamente ao espírito do homem. Neemias sabia em seu coração o que necessitava ser feito, e assim agiu. Não foi preciso nenhuma experiência sobrenatural, visão de anjos, nem revelação profética. Isso mostra que não é preciso você esperar um profeta te dizer o que fazer, nem uma revelação especial de Deus para que você possa seguir em frente e enfrentar a adversidade. A maneira que o Senhor usou para direcionar Neemias é a maneira mais usual de Deus falar conosco hoje em dia também: o Espírito de Deus fala ao nosso espírito, ao nosso coração, guiando-nos no caminho certo.
Esteja atento ao que o Senhor tem direcionado você a fazer. Ouça o que o Espírito Santo está falando no seu coração cada dia, cada culto que você é ministrado, cada vez que você lê a Palavra. Ele sempre quer te guiar no caminho certo.
3- Reconheça o momento atual
Neemias ouviu a notícia dada pelo seu irmão Hanani e reconheceu o momento de crise. Ele chorou, orou, jejuou, falou com o rei, porque reconheceu a calamidade que estava sobre ele e seu povo. Ele não tentou fingir que estava tudo bem, afinal ele vivia no palácio do rei (ainda que como um servo, a situação de Neemias era muito mais cômoda do que do restante do povo, que ficou em Jerusalém). Ele reconheceu o momento de dificuldade e agiu de acordo com a exigência da situação.
Infelizmente existem muitos irmãos que não gostam de reconhecer momentos de crise e tentam viver como se nada estivesse acontecendo. Antes trabalhava em uma empresa e recebia R$ 5.000,00 de salário. Agora recebe apenas R$ 1.500,00 e tenta viver como se recebesse o mesmo salário. Pessoas que tem problemas para reconhecer uma crise, ou que não querem reconhecer esses momentos tendem a sofrer muito, pois não lidam com a situação de frente. Um irmão que recebe um salário inferior do que recebia antes e tenta manter o mesmo padrão de vida, por exemplo, estará sujeito a ficar endividado, com o “nome sujo” e até mesmo a cair nas mãos de agiotas.
Reconhecer um problema, uma dificuldade ou uma crise é o primeiro passo em direção a solução. Fugir, “esconder o sol com a peneira”, de nada adianta. Neemias viu o momento, orou, jejuou, analisou as opções e falou com o rei. Todo cristão passará, em algum momento da vida (na verdade, em vários momentos) por crises e tribulações. Foi isso que Jesus disse em João 16:33: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”
Veja o que Paulo disse em Filipenses 4:12-13: “Sei estar abatido, e sei ter em abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter em abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas Naquele que me fortalece.”
O apóstolo Paulo, nessa passagem, está dizendo ao povo da igreja de Filipos que tinha aprendido a viver os momentos de alegria e de tristeza, de paz e de tribulação, de fartura e de necessidade. Cada cristão deve saber reconhecer essas fases em sua vida e lidar com elas, andando de cabeça erguida e buscando em Deus as respostas e estratégias necessárias. Também devemos sempre nos adaptar, aproveitando os tempos de fartura e vigiando nos tempos de necessidade, assim como os apóstolos e profetas faziam e está escrito na Palavra para nosso ensino.
4- Haja conforme a direção de Deus
Após reconhecer o momento atual, orar, jejuar, Neemias teve que agir. Ele se apresentou diante do rei e quando o rei viu seu semblante triste perguntou o que estava acontecendo. Então Neemias viu nisso uma oportunidade de ajudar sua nação. Ele orou novamente e pediu ao rei que pudesse reedificar os muros de Jerusalém, o que lhe foi concedido. A ousadia e a coragem de Neemias diante do soberano foi algo extraordinário e só foi obtida porque ele agia conforme a direção de Deus.
Há um momento para chorar, para orar e para agir. Devemos perceber esses momentos e aproveitá-los, seguindo o que o Senhor determinar que façamos. Se Ele disser para esperar, espere! A precipitação pode levá-lo para um abismo pior do que a situação atual. Se Ele disser para agir, fazer algo, então faça! Nunca em toda a história de Israel Deus desamparou aqueles que Nele confiaram. Pelo contrário, veja a declaração Bíblica de alguns homens a respeito da fidelidade do Senhor:
1- Do rei Davi – “Fui moço e agora sou velho; contudo nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão” Salmo 37:25
2- De Moisés – “Porque Ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa. Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro; a sua verdade será teu escudo e broquel.” Salmo 91:3-4
3- De Daniel – “Ele revela o profundo e o escondido, conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz. Ó Deus de meus pais, eu te dou graças e te louvo, porque me deste sabedoria e força; e agora me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este assunto do rei.” Daniel 2:22-23
Diante de tão grandes testemunhas da fidelidade, bondade e poder de Deus, sigamos a direção que o Senhor nos der, vamos obedecê-Lo em tudo, confiar Nele em todo tempo, ouvindo Sua voz. Agir conforme a ordem do Senhor nosso Deus é garantia de vitória, mudança de situação, bênçãos e paz. Não fique somente orando e jejuando, haja! Quer um novo emprego, ore, jejue, acorde cedo e entregue o currículo nas empresas ou agências. Não ore, jejue e depois acorde meio dia, pois desta forma a bênção não será entregue para você ou irá demorar mais do que o necessário. Saiba que Deus não envia bênção e dá vitórias de graça para ninguém, pois Ele gosta de pessoas produtivas, esforçadas, empenhadas em atingir metas e objetivos. Por isso quando o Senhor falou com Josué, logo após a morte de Moisés, Ele disse: “Esforça-te e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria.” Josué 1:6. Essa palavra serve para cada um de nós ainda hoje. O Senhor quer que você se esforce, tenha bom ânimo. O que é natural nós devemos fazer (Neemias teve que viajar, convocar o povo, dirigi-los na reconstrução dos muros) e o sobrenatural Deus se encarrega em realizar. “Tão somente esforça-te e tem mui bom ânimo…”Josué 1:7a.
Que Deus os abençoe em Nome de Jesus Cristo! Amém!