terça-feira, 6 de maio de 2014

De Café por Barcelona

PUDDING

Cuando decidí que escribiría un blog sobre cafeterías, tenía muy claro cual sería el sitio con el que empezaría esta ruta. Su nombre: Pudding.
La primera vez que encontré algo sobre Pudding, fue cuando buscaba información de lugares para ir con niños, pero bastó ver algunas fotos para que me diera cuenta de que sería uno de mis lugares favoritos en la ciudad. Allí ya estuve varias veces con la família, con amigas y sola, y es que siempre pasarás un buen rato en este lugar,  porque en Pudding, además de tomar un buenísimo café, tambíen podrás participar en actividades como Spanish, English o Italian Club, Competición de Ajedrez, Concurso de Dibujos, alquilar el espacio para tu fiesta  y mucho más.
Si quieres, haz la prueba: pasas delante de la puerta de la cafetería y verás que no  hay como no dirigir la mirada hacia dentro  y tener ganas de dar una ojeada, es que la decoración está muy bien cuidada,  encanta y divierte. Imposible ser indiferente al Bosque Mágico, no tener ganas de hacer fotos, de volver a ser niño y salir jugando, y aunque no quieras, la mirarás con  ojos infantiles y te contagiarás de la alegria que desprende.
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Ahora, ir a Pudding es también un regalo para el paladar, uno de nuestros sentidos agradece al disfrutar de meriendas tan ricas. Sabrosos bocadillos y tartas nos esperan para acompañar una taza de café, té, chocolate o zumo. Y cuando el tema es café, tomarás un café único, preparado por un barista que con su arte crea nuevas y diferentes bebidas con increíbles diseños.
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Detrás de un lugar encantador, con una decoración de ensueño y comidas exquisitas hay una filosofia interesante, y son las personas responsables de la cafetería quienes me cuentan un poco sobre ella:
 Pudding es Eat+play+Think. Es la nueva generación de coffee shop, que ofrece mucho más que cualquier otra cafetería tradicional. Pudding abrió su primer espacio en Barcelona, en el año 2012 y el segundo, el año siguiente, en el 2013. La participación y creación en varios proyectos educativos ha permitido a la fundadora de Pudding compartir una alianza de ideas basándose en un concepto que tiene sentido en un espacio creativo como el nuestro. Pudding presenta un modelo para inspirar. Compramos los ingredientes a proveedores locales para fomentar la economía regional. Nuestra pasión por lo delicioso nos lleva a investigar nuevas recetas para ofrecerlas a los clientes de Pudding. Pudding piensa en cada persona y por eso elaboramos productos sin gluten y también disponemos de leche de soja y sin lactosa. Pudding es solidario y dona la comida diaria que no se ha consumido a organizaciones caritativas.”

Sí, hay más de un motivo para Ir de Café por Pudding.
importante

Dirección: Calle Pau Claris, 90
Plaza del Fossar de les Moreres – Born

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Promessa de vida fácil arrasta 43 para prostituição na Europa

Allan de Abreu

 
Hamilton Pavam
Thaís foi para as Ilhas Canárias, aliciada pelo esquema; para suportar, começou a usar cocaína

Elas são fisgadas na região de Rio Preto com propostas tentadoras no mercado do sexo europeu: o ganho em euros, lucro mensal de até R$ 10 mil e a oportunidade de conhecer a Europa. Mas basta pisar em solo estrangeiro para encontrar uma realidade bem diversa. Endividadas, mulheres e travestis logo tornam-se escravas de cafetinas no Exterior e passam a sofrer agressões físicas e ameaças de morte. Muitas ficam até três anos enclausuradas em prostíbulos, quando não morrem e acabam em cemitérios de indigentes.

O Noroeste paulista tem conexão direta com a máfia internacional que explora o tráfico de pessoas para fins de prostituição. Nos últimos oito anos, 35 pessoas foram presas acusadas de integrar esquema de aliciamento de mulheres na região para a prostituição na Europa. Desses, 12 eram de Rio Preto, Jales e Ilha Solteira, dos quais seis foram condenados pela Justiça por tráfico de mulheres, formação de quadrilha e rufianismo. Foram identificadas pela polícia 43 vítimas na região.

Apesar da ação policial, o esquema persiste: segundo a travesti Amanda, 33 anos, pelo menos cinco pessoas em Rio Preto ganham mil euros para cada mulher ou travesti que aliciam no Noroeste paulista. “Por ser um centro econômico importante no País, Rio Preto e região acabam atraindo a atenção desses grupos”, diz o delegado Fernando Augusto Nunes Tedde, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) local.

Em 2004, ele coordenou operação que terminou com a prisão de quatro pessoas, das quais duas eram rio-pretenses, uma paulistana e um argentino, que aliciavam mulheres em Rio Preto com destino a uma casa de prostituição nas Ilhas Canárias, Espanha, controlada por Margarita Domingues.

As investigações, segundo o delegado, duraram dois meses. “Eles prometiam maravilhas aqui no Brasil, mas chegando lá, as mulheres tinham os passaportes retidos para evitar fuga e ficavam anos até pagar as dívidas que contraíam com as passagens aéreas, hospedagem e alimentação”, diz Tedde.

Os quatro foram presos em flagrante no pedágio da rodovia Washington Luís (SP-310) em Catiguá, quando viajavam de ônibus com quatro garotas de programa que embarcariam no aeroporto de Guarulhos com destino à Espanha. Uma delas era M.F.A. “Estava em dificuldade financeira, então mergulhei de cabeça. Disse para a minha família que iria trabalhar em um instituto de cabeleireiro. Só depois da prisão dos quatro é que me toquei do perigo que corria”, lembra.

Segundo M., antes da viagem elas passaram por seleção. “O argentino analisava cada parte do corpo, inclusive os dentes.” Os quatro acabaram condenados à prisão por tráfico de mulheres e formação de quadrilha. Todos já cumpriram as penas, convertida em prestação de serviço.

Quando o grupo foi preso na região, a rio-pretense Thaís (nome fictício), 27 anos, já estava nas Ilhas Canárias, aliciada pelo esquema no início de 2004. “Trabalhava como cabeleireira em Rio Preto quando fui convidada por um rapaz de Araçatuba para fazer programas na boate da Margarita. Só depois soube que ela era líder de um grande esquema de prostituição internacional.”

Com dívida de 3 mil euros decorrente da viagem, Thaís, assim como as demais brasileiras aliciadas, era impedida de sair do prostíbulo e ficava 24 horas à disposição dos clientes. Todo o dinheiro dos programas era destinado à casa. Para suportar a rotina e incentivada pelos clientes, ela começou a cheirar cocaína. Até que, após dois meses, fugiu.

Dias depois, o rapaz de Araçatuba foi à casa da mãe de Thaís, em Rio Preto. “Ele disse que, se eu não pagasse o que devia, só voltaria para o Brasil em um caixão.” Thaís retornou e denunciou o aliciador à polícia. Mas ele não chegou a ser preso, diferentemente da cafetina Margarita, presa com outros 23 na Espanha em janeiro de 2006.

Meses depois, Thaís retornou à Espanha, desta vez para programas em sites, ou mesmo boates de luxo em Madri, Barcelona e Zaragoza. Chegou a ganhar R$ 30 mil mensais, mas a crise europeia forçou a retornar a Rio Preto no início do ano. Hoje, oito anos depois, ela ainda guarda lições de sua primeira passagem pela Espanha. “Era ingênua, acreditei na palavra deles. Hoje, jamais cairia nesse golpe.”

‘Quero meninas que fazem tudo’

Quatro anos após desvendar a conexão Rio Preto-Ilhas Canárias do tráfico de pessoas, a polícia voltaria a encontrar um novo esquema regional de aliciamento de prostitutas para a Europa. Em 2008, a Polícia Federal desencadeou a Operação Europa e prendeu o empresário de Urânia, Adriano Alves dos Reis, acusado de aliciar prostitutas na região para Eli Alves Pinto, a Stela, uma transexual brasileira radicada em Roma.

Pelo menos cinco mulheres foram vítimas do esquema. Elas permaneciam por três meses no Exterior, e ganhavam R$ 8 mil mensais - o excedente era todo de Stela. Gravações obtidas com exclusividade pelo Diário demonstram os detalhes do aliciamento. Em 12 de outubro de 2007, Reis comenta com a mãe de Stela os lucros da transexual: pelo menos 15 mil euros livres no mês. “Eu não sei o que a Stela faz com o dinheiro”, diz.

Quatro dias antes, a transexual telefona para o empresário e o pressiona a enviar mulheres com o perfil desejado por ela. “Como é essas menina? (...) Cê tem que falar a verdade como é aqui. (...) Tem que produzir. (...) Em outro trecho, Stela reclama do desempenho das vítimas. “Eu quero meninas completas (...) que fazem tudo.”

Reis e Stela foram condenados pela Justiça Federal de Jales, respectivamente, a cinco anos e oito meses e a cinco anos e quatro meses por tráfico de mulheres e rufianismo (exploração da prostituição). O Tribunal Regional Federal (TRF) manteve a sentença do empresário e reduziu em um ano a pena para a transexual. Reis recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), e a transexual está em São Paulo aguardando ser intimada para começar a cumprir a pena, segundo sua advogada.
Sergio Isso
O travesti Amanda conta as agruras de ser prostituta na Itália; algumas até apanham na rua
Amanda diz que teve tratamento de ‘animal’

Aliciadas para se prostituírem na Europa, as travestis Amanda, 33 anos, de Rio Preto, e Bruna, 23, de Catanduva - os nomes são fictícios - sofreram por meses nas mãos da máfia do tráfico de pessoas em Roma, Itália. “Ninguém te trata como ser humano lá. Eles te veem como um animal”, diz Amanda.

Ela pagou a própria passagem, em abril de 2008, mas precisou desembolsar 3 mil euros pelo ponto na avenida Emilio Longoni, em Roma. Foi por indicação de outra travesti de Rio Preto, que dizia ter ganho dinheiro suficiente para comprar uma casa e um carro no Brasil. Mas o que parecia uma ótima oportunidade logo virou pesadelo.

Até pagar a dívida pela “compra” do ponto na rua, teve o passaporte retido e era obrigada pela cafetina a ficar pelo menos sete horas em busca de programas na rua, com roupas mínimas mesmo sob frio de 10 graus negativos. Além disso, no período em que ficou na capital italiana, Amanda morou em um cubículo de apenas dois quartos com outras 15 travestis e mulheres.

Como no Brasil, prostituição na Itália não é crime. Mesmo assim, Leandra passou duas noites atrás das grades. Com tantos percalços, o tempo no estrangeiro encurtou: a meta era ficar dois anos na Europa, mas a travesti permaneceu apenas um. “Só volto pra lá a passeio”, afirma.

Dívidas

Bruna teve vida ainda pior. Trabalhou quatro meses de graça na capital da Itália para uma cafetina carioca, apenas para pagar as despesas com a viagem, 13 mil euros no total. Nos outros cinco meses em que ficou por lá, era pressionada pela cafetina a fazer programas sem preservativo, mais rentáveis - 50 euros, contra 30 dos programas com camisinha.

Ela diz que não chegou a ser agredida fisicamente, mas presenciou várias mulheres e travestis sendo surradas no meio da rua por desviar dinheiro dos programas que deveria ser entregue às cafetinas. “Eles batem e deixam a pessoa nua no meio da rua. É crueldade demais”, diz.

A droga é outro risco que ronda as vítimas do esquema. Duas travestis amigas de Bruna, de Rio Preto e José Bonifácio, acabaram se viciando em cocaína e contraíram o HIV. Morreram em novembro do ano passado e foram enterradas como indigentes em Roma, devido ao custo para o traslado do corpo - 12 mil euros.

No início deste mês, as cafetinas de Amanda e Bruna na Itália foram presas em uma operação da polícia romana contra uma rede de prostituição na cidade. No total, 28 foram detidos, acusados de associação para o tráfico de seres humanos e incitação à prostituição.

O tráfico em ‘Salve Jorge’

O aliciamento de mulheres no Brasil para exploração sexual na Europa é tema da novela “Salve Jorge”, que estreou há duas semanas na TV Globo. A protagonista é a carioca Morena, interpretada pela atriz Nanda Costa, moradora do Complexo do Alemão, que cai em um esquema comandado por Lívia (Cláudia Raia) e viaja ao Exterior acreditando que trabalhará como garçonete - quando, na verdade, será encaminhada a uma casa de prostituição.

Jéssica (Carolina Dieckmann) e Rosângela (Paloma Bernardi) estão entre as outras jovens enganadas pela vilã e suas comparsas Irina (Vera Fischer) e Wanda (Totia Meirelles). “A novela é a oportunidade de se discutir com mais profundidade no Brasil um tema tão complexo e preocupante”, diz a deputada Flávia Morais (PDT-GO), relatora da CPI do Tráfico de Pessoas.

Segundo ela, os grandes grupos que traficam pessoas já aliciaram 2,5 milhões pelo mundo e movimentam US$ 30 bilhões por ano, atrás apenas do tráfico de drogas. Além da prostituição, as máfias também se valem do tráfico de seres humanos para o trabalho escravo e transplante de órgãos.


http://www.diarioweb.com.br/novoportal/noticias/cidades

Sucos detox: 5 receitas para desinchar

Sucos detox: 5 receitas para desinchar

Bebidas refrescantes que ajudam a eliminar as toxinas do organismo

por Redação
Além de ajudar a eliminar as toxinas do organismo, os sucos desintoxicantes melhoram o funcionamento do intestino, ativam o sistema imunológico e aumentam a hidratação do corpo. A nutricionista Andréa Uzeda da Clínica Dicorp, no Rio de Janeiro, explica que “as frutas, verduras e outras substâncias utilizadas nesses sucos são ricos em fibras, vitaminas e minerais essenciais para a manutenção da saúde”.
Veja 5 receitas de sucos detox:
Suco detox de cenoura com maçã
Crédito: Shutterstock
Crédito: Shutterstock
Ingredientes
1/2 cenoura
1 maçã
1/2 pepino
1 colher de sopa de Chia
200 ml de água de coco
1 folha de couve
Hortelã a gosto
Modo de preparo
Bater todos os ingredientes no liquidificador. Coar se necessário.
Suco desintoxicante e digestivo
Ingredientes
1 xícara (chá) de abacaxi em cubos
1 cenoura
1 xícara (chá) de talos de erva doce
1 suco de limão e raspas da casca
Modo de fazer
Bata em uma centrífuga ou em um liquidificador todos os ingredientes com um pouco de água filtrada ou água de coco. Para deixar o suco mais cremoso, utilize a medida de meio copo. Evite usar açúcar e adoçantes.
Suco desintoxicante “queima-pneu”
Ingredientes
1 ameixa-preta seca
2 fatias de abacaxi
3 folhas de hortelã
1 copo (200 ml) de água de coco
1 colher (sopa) de semente de linhaça dourada
Modo de fazer
Deixe a ameixa hidratar por oito horas na água dentro da geladeira. Junte aos outros ingredientes e bata no liquidificador. Beba imediatamente sem coar.
Crédito: Shutterstock
Crédito: Shutterstock
Suco desintoxicante e energético
Ingredientes4 cenouras
1 maçã
Suco de 1 limão (sem casca)
2 laranjas
1 pedaço de gengibre
Modo de fazer
Bata em uma centrífuga ou em um liquidificador todos os ingredientes com um pouco de água filtrada ou água de coco. Para deixar o suco mais cremoso, utilize a medida de meio copo. Evite usar açúcar e adoçantes.
Suco detox com gengibre
Ingredientes
200ml de suco de uva integral
1 limão com casca
Gengibre a gosto
Canela a gosto
Modo de preparo
Bata bem todos os ingredientes no liquidificador e coe em seguida.


by http://www.bolsademulher.com/

sábado, 26 de abril de 2014

Busque Amor novas artes, novo engenho

Busque Amor novas artes, novo engenho

Busque Amor novas artes, novo engenho
Pera matar-me, e novas esquivanças,
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, enquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê,

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como e dói não sei porquê.

                         Luís de Camões

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Portugal comemora nesta sexta-feira os 40 anos da Revolução dos Cravos


Movimento de 25 de abril de 1974 terminou com a ditadura no país.
Tomada do poder não teve resistência e cravo virou símbolo da revolução.


 Portugal comemora nesta sexta-feira (25) os 40 anos da Revolução dos Cravos, movimento que que terminou com o regime ditatorial no país. Também conhecido como "25 de Abril" ou "Dia da Liberdade" em Portugal, o acontecimento foi uma revolta liderada em 25 de abril de 1974 por oficiais intermediários, em grande parte capitães que tinham participado da guerra colonial na África, contra a ditadura iniciada em 1926 por Antônio de Oliveira Salazar e encabeçada, a partir de 1968, por Marcelo Caetano.
Veja acima vídeo histórico do 'Memória Globo'
Os militares revoltosos destítuiram sem grande resistência o governo, dando início a uma transição para a democracia. Por isso denomina-se "Dia da Liberdade" o feriado de 25 de abril em Portugal. A associação com os cravos se deve ao fato de que essas flores foram distribuídas aos soldados durante o golpe. Os militares as colocaram nos canos de suas espingardas, criando um símbolo para a revolução.
A revolução foi protagonizada por um grupo de militares comandado pelos oficiais Otelo Saraiva de Carvalho e Vasco Lourenço, e começou a ganhar forma enquanto trocavam um pneu furado.
A lembrança foi relatada à Agência Efe por Vasco Lourenço, hoje presidente da Associação 25 de Abril, criada para manter vivo o espírito daquele movimento que acabou num piscar de olhos com o regime e criou a base para a volta da democracia em Portugal.
Basco Lourenço foi um dos organizadores da Revolução dos Cravos (Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP)Vasco Lourenço foi um dos organizadores da
Revolução dos Cravos (Foto: Patricia de Melo
Moreira/AFP)
"Quando retornávamos de uma de nossas primeiras reuniões, tivemos um pneu furado e o trocamos. Eram duas da madrugada, mais ou menos, quando disse a Otelo que não íamos solucionar nada com requerimentos e papéis, que devíamos dar um golpe de Estado e convocar eleições. Ele me olhou e disse: 'Mas você também pensa assim. Esse é meu sonho!'", contou.
De encontros como esse entre militares, surgiu o Movimento das Forças Armadas (MFA), uma entidade nascida em 1973 com o objetivo oficial de "recuperar o prestígio" do exército entre a população e resolver algumas exigências "de tipo corporativo".
Surpreendentemente, o MFA foi autorizado pelo executivo de Marcelo Caetano, herdeiro do ditador Antonio de Oliveira Salazar - morto quatro anos antes -, o que os permitiu atuar dentro de certa legalidade.
"Essa estrutura permitiu nos organizar e reunir, não dissemos abertamente que íamos conspirar contra o governo e dar um golpe de Estado, embora no fundo o propósito era derrubar o fascismo e a ditadura", explicou Basco Lourenço.
Os militares protestavam então pela guerra que Portugal mantinha em várias de suas colônias, um conflito sangrento que se transformou na faísca que acendeu o pavio da Revolução.
Dançarinos se apresentam em rua de Lisboa durante comemoração da Revolução dos Cravos, movimento que em 1974 resultou no fim do regime ditatorial vivido em Portugal (Foto: Reuters)Dançarinos se apresentam em rua de Lisboa
durante comemoração da Revolução dos Cravos
em 2011 (Foto: Reuters)
Golpe de estado
No final de fevereiro de 1974, tudo se acelerou. A publicação de um livro do general Antonio Spinola que defendia uma solução política para as guerras coloniais pôs em alerta o regime.
Como consequência, Basco Lourenço foi transferido para as Ilhas Açores, situadas no meio do Atlântico, a 1.500 quilômetros de Lisboa. E, no dia 16 de março, surgiu uma primeira tentativa de golpe de Estado, liderada por seguidores de Spinola, mas que não foi bem sucedida.
O antigo líder do MFA só soube do golpe de 25 de abril por meio de uma mensagem cifrada enviada por telegrama a uma conhecida: 'Tia Aurora, sigo para os Estados Unidos da América 25.0300'. Um abraço, primo Antonio'.
"O interessante vinha no final, já que me dizia a data e a hora na qual começaria o golpe", relatou Basco Lourenço.
Chegado o dia, Lourenço disse que passou um dos momentos mais angustiantes de sua vida. "Pensava no que teria feito se estivesse no lugar de Otelo, e sabia que teria ocupado uma emissora de rádio. Por isso passei a noite zapeando de uma emissora para outra".
"Primeiro escutei um comunicado em uma emissora no qual se convocava médicos e enfermeiras a irem aos hospitais, o que não me permitiu saber se era nosso ou não. Passaram uns minutos, que a mim pareciam horas, pararam a marcha militar, e escutei os nossos. Fiquei louco", afirmou.
Revolução pacífica
Placa colocada perto do túmulo do ex-ditador português Antônio Salazar no cemitério Vimieiro (Foto: Francisco Leong/AFP)Placa colocada perto do túmulo do ex-ditador português Antônio Salazar no cemitério Vimieiro, em Portugal (Foto: Francisco Leong/AFP)
O hoje coronel atribui à experiência adquirida pelos militares nas guerras coloniais o fato de a Revolução dos Cravos ter sido pacífica, sem derramamento de sangue, o que também ajudou ao apoio da população ao levante.
Na sua opinião, foi "a melhor operação militar na história de Portugal".
"Ninguém esperava que ocorresse isso, nem sequer os serviços de espionagem, inclusive tínhamos no país uma esquadra da Otan", destacou Basco Lourenço, que tem apenas um 'mas' sobre o fato ocorrido há 40 anos atrás.
"Nosso grande defeito foi não ter preparado bem o dia seguinte. Não ter limpado todo o aparelho criou problemas que mais tarde fizeram com que hoje estejamos como estamos", lamentou.
São frequentes suas críticas ao atual governo português, de tendência conservadora, e às políticas de austeridade dos últimos anos, marcados pelo programa de ajustes estipulado com a União Europeia e o FMI em troca de um resgate financeiro.
"Sinto uma grande desilusão, não acredito nos políticos de hoje", admitiu o militar, atualmente com 71 anos, defensor de 'uma nova revolução'
http://g1.globo.com/

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Casa do Leitor, Madrid- Espanha


Eu participei na última terça e quarta- feira (29 e 30 de janeiro) de um curso intensivo  sobre literatura infantil em Madri, Espanha. “Leer sin saber leer” (“Ler sem saber ler”) voltado para o público de 0 a 6 anos. Fiquei absolutamente surpresa com a riqueza literária existente para essa faixa- etária. Literatura para bebês e pais de bebês também. Fascinante. Nesse post só vou mostrar um pouco o local do curso e depois vou contando as minhas descobertas literárias para a turminha. O curso aconteceu na “Casa del Lector”, no centro cultural “Matadero”, que era um antigo matadouro e mercado de gado do princípio do século XX e que manteve suas características originais nos seus 42 edifícios.
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terça-feira, 22 de abril de 2014

¿POR QUÉ CAFÉS, CAFETERÍAS?




Cuando vine a vivir a Barcelona, una amiga me preguntó a qué olía la ciudad, era una manera particular suya de, aunque de lejos, conocerla un poco. Le contesté que para mí olía a café. En aquel momento no me di cuenta o no pensé mucho sobre mi respuesta. Sólo ahora, 9 años después es que consigo empezar a comprender.

EN BARCELONA APRENDÍ MUCHAS COSAS, DESCUBRÍ BASTANTE SOBRE MÍ MISMA, CREO QUE ME ENCONTRÉ Y ME PERDÍ.

Dentre las cosas que aprendí a querer, están las cafeterías, las muchas que hay: las de toda la vida, llenas de historia en su interior, el encanto del pasado; las más modernas; aquellas para ir con niños y pasar un buen rato en família; otras para estar en compania de un libro o con amigas para charlar.

Si hay algo que descobrí que me gusta, es sentarme en un cafetería, pedir un café y observar. Es dejar pasar el tiempo. Y Barcelona es el lugar perfecto para eso, por la infinidad de lugares interesantes que tiene, por su ritmo, por su gente.

Mi objetivo es conocer tantas y cuantas cafeterías yo pueda, es compartir mis momentos en cada una de ellas, es disfrutar de un buen café, es invitarte a acompañarme en esta ruta, la ruta del café.

¿Quieres ir De Café por Barcelona conmigo?


fonte: http://decafeporbarcelona.wordpress.com/

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Que tal aprender um pouco a arte de beber um bom vinho?

11/04/2014 10h36 - Atualizado em 11/04/2014 12h20

Iniciação no mundo dos vinhos: um guia rápido e prático sobre a bebida

Vinhos e espumantes conquistam apreciadores de todas as classes sociais.
Confira dicas sobre tipos de taça, temperatura de serviço e harmonização.

Flavio FlarysDo G1 Região dos Lagos
1 comentário
Logo Inter TV RJ Gastronomia (Foto: Inter TV)
A cena é clássica: na prateleira de um supermercado ou diante de uma carta no restaurante com diversas variedades, o cliente olha para todas as opções de vinho disponíveis e fica completamente perdido em relação a qual bebida levar para casa ou pedir ao garçom. Qual combina melhor com o prato que eu vou servir (ou pedir)? Será que esta uva é muito rascante? Chileno, argentino, brasileiro, italiano,... Safra, isto importa? Calma! Em um primeiro momento, é bem difícil escolher e compreender este universo tão vasto dos vinhos. Então, é necessário enumerar algumas atividades interessantes para quem deseja se aprofundar no ramo. Nada de informações teóricas: nesta matéria, caminhos serão sugeridos para ajudar nos primeiros passos deste mundo fascinante. Esteja com as taças a postos!
Com tantas opções, é realmente difícil escolher (Foto: Flavio Flarys / G1)Com tantas opções, é realmente difícil escolher (Foto: Flavio Flarys / G1)
Taças Brodeaux e flûte (Foto: Carlos Sampaio / Mundo dos Vinhos)Taças Bordeaux e flûte são ideais para se ter
(Foto: Divulgação / Mundo dos Vinhos)
E por falar em taças, será que elas são realmente necessárias? Sim e não. Você pode ouvir uma ópera num radinho de pilha, mas isto não é muito recomendável. Assim como a taça, que é o principal instrumento do apreciador, enaltecendo as qualidades do líquido. Cada estilo de vinho tem sua própria taça correspondente, mas as "Bordeaux" se adequam a praticamente todos eles: pode-se servir os brancos e tintos nelas sem problemas! Também é bom ter algumas taças flûte, específicas para espumantes, que retêm o perlage (pequenas bolhas do líquido) por mais tempo. E não se esqueça: jamais encha a taça com mais de um terço da sua capacidade e, ao segurá-la, sempre opte pela base ou haste e nunca pelo bojo, senão aumentará a temperatura do líquido, mudando suas características no paladar. Ah, a temperatura... 
Assim como a taça, a temperatura do vinho é importantíssima! Afinal, quase ninguém gosta de refrigerante quente nem café expresso gelado. E o mito de que o "vinho tinto tem que ser servido na temperatura ambiente" é apenas... um mito. Aqui no Brasil, onde a temperatura ambiente pode chegar a muito mais que 30ºC, o vinho ficaria demasiadamente quente se não fosse previamente refrescado. Genericamente, podemos atribuir as seguintes temperaturas para os espumantes e vinhos: 8ºC para espumantes (2 horas na geladeira + um balde de gelo para manter), 12ºC para os brancos (1 hora na geladeira) e 17ºC para os tintos (20 minutos na geladeira). Lembre-se: vinho muito gelado mascara os aromas e muito quente faz o álcool sobressair. A ordem de serviço será sempre primeiro os espumantes, depois os brancos e a seguir os tintos, sendo os leves antes dos encorpados.
Provar vinhos de diferentes uvas é uma ótima experiência (Foto: Flavio Flarys / G1)Provar vinhos de diferentes uvas é uma ótima
experiência (Foto: Flavio Flarys / G1)
Um começo interessante é comprar vinhos de uvas diferentes e provar. Estabeleça uma faixa de preços e vá conhecendo cada uma delas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Malbec, Pinot Noir, Tannat e Syrah são algumas interessantes neste início (este tipo de vinho é chamado de varietal, produzido a partir de uma variedade de uva). Entre as brancas, a Sauvignon Blanc e Chardonnay são indispensáveis de se conhecer. Em relação às safras, neste primeiro momento, não se preocupe: isto só importa realmente para vinhos considerados mais "sérios", com potencial de guarda. Para os mais simples, é interessante saber que os tintos não devem passar de 6 anos e os brancos de 4 anos da colheita (o ano da safra, que vem estampado no rótulo).
Uma boa ideia é juntar um grupo de amigos e comprar algumas garrafas com estas uvas, assim, o custo será dividido e todos poderão provar um pouco de cada variedade e anotar suas impressões. Ao escrever as próprias percepções, o aprendizado já se inicia. Confira, abaixo, uma tabela simples de impressões de vinho:
Vinho:   _____________________
Uva:  _______________________
Produtor:   ___________________
Safra:  ______________________
Teor Alcoólico:  _______________
Preço:   _____________________
Origem:  ____________________
Aspecto visual: _______________
Análise olfativa:  ______________
Análise gustativa:   ____________
Nota final: ___________________
Após escolher suas uvas preferidas, dê um passo adiante: compre vinhos da mesma uva e de países diferentes. Cada produtor escolhe um método diferente na vinificação, e você perceberá que o sabor muda completamente entre determinados vinhos. Agite a taça e tente identificar os aromas, uma tarefa muito complexa, mas instigante. Vários fatores podem influenciar no produto final: o tipo de solo no cultivo, a data da colheita, o uso - ou não - de barricas de madeira, e só há uma maneira de descobrir as peculiaridades de cada rótulo: provando!
Harmonizar comida com vinhos é uma tarefa muito difícil (Foto: Flavio Flarys / G1)Harmonizar comida com vinhos é uma tarefa muito
difícil (Foto: Flavio Flarys / G1)





Ao provar, é sempre aconselhável acompanhar a bebida com algum alimento. E aí começa o capítulo mais difícil de toda a experiência: combinar vinhos com comida é prazeroso, mas muito complexo. Deve-se avaliar as características de ambos, para aproveitar suas afinidades ou contrastes. Não acredite em fórmulas prontas: peixes com vinhos brancos e carnes vermelhas com vinhos tintos normalmente combinam, mas nem sempre. O molho, o ponto da carne, a uva, tudo influencia na harmonização. Preste atenção no peso do vinho e da comida: pratos leves com vinhos leves e pratos consistentes com vinhos encorpados são boas dicas - mas não únicas - para harmonizar uma refeição.
Nos restaurantes, esta tarefa é exercida pelo sommelier. Acredite neste profissional e delegue a ele a escolha do vinho para acompanhar o prato que será servido. Ele, certamente, conhece o cardápio e sabe quais os melhores vinhos para combinar com o que será servido. Uma informação importante que o sommelier precisa ter é qual o valor que o cliente está disposto a pagar pelo vinho. Não se acanhe: diga qual prato vai pedir e quanto quer gastar com a bebida.
Sommelier Brunno Guedes diz que o importante é não ter preconceito (Foto: Flavio Flarys / G1)Sommelier Brunno Guedes diz que o importante é
não ter preconceito (Foto: Flavio Flarys / G1)
Segundo o sommelier Brunno Guedes, proprietário da loja especializada em vinhos e espumantes Rótulos & Rolhas, o importante é não ter preconceito com experiências anteriores: "Às vezes, alguém prova um vinho argentino ou de uma determinada uva e não gosta, e aí surge um certo preconceito. Mas, não é por isso que necessariamente não vá gostar do estilo ou da localização. E tem a questão da rolha também. Muitos clientes têm preconceito com a screw cap (rosca), mas existem belíssimos vinhos com este tipo de lacre, principalmente brancos".
Ao comprar vinhos para consumir depois, é importante guardá-los de forma adequada. Se não tiver uma adega ou wine cooler, ele deverá ficar em local escuro com ausência de cheiros (inseticidas, por exemplo), boa umidade (70%) e pouca variação de temperatura, sendo ideal em torno dos 17ºC. Procure o lugar mais fresco de sua casa e é lá que você vai guardar os seus vinhos.
E não se esqueça: ninguém se torna um expert do dia para a noite. Portanto, aprimore-se com calma, aos poucos, e beba sempre com moderação. Após certo limite, é impossível analisar com fidelidade o que se está bebendo. Compartilhe conhecimento com algum amigo que goste de vinhos, troque experiências e, claro, não deixe de ler esta coluna, que sempre trará dicas do universo enogastronômico! Vários temas ainda serão abordados, como o decanter, adega, tanino, acidez, exame visual e olfativo, equilíbrio, tipos de rolha, harmonização, como guardar o vinho que sobrou do jantar, o trabalho do sommelier, dentre muitos outros.
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