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sábado, 6 de junho de 2015

Lacamento na Europa

Quero convidar a quem estiver por perto, para o lançamento do meu livro dia 15 de junho.

https://www.facebook.com/events/772641266186205/


SINOPSE Do livro Vida Fácil(?)

Testemunhos e experiências de mulheres brasileiras que foram para a Europa (concretamente a Portugal e Espanha) para melhorar suas condições de vida e acabaram exercendo a prostituição.
Muitas delas sabiam o que iam fazer, mas também houve algumas que não tinham a mínima ideia do que lhes esperavam.
A autora recopila essas vidas em uma obra que quer reivindicar o direito dessas mulheres a ser felizes, a levar uma vida normal e a não ter que recorrer ao “oficio mais antigo do mundo” para poder sobreviver em um mundo cheio de prejuízos e desigualdades.
Concretamente a autora protesta pela opinião que as pessoas têm sobre os brasileiros, as dificuldades que eles encontram na hora de tentar legalizar sua situação em Portugal e Espanha e principalmente conseguir um trabalho digno e viver uma vida um pouco melhor, do que passar por tanta humilhação tão longe de sua família e de seu País.
É um grito de alerta para que outras mulheres não venham a cair nesta armadilha de vida que de fácil, só tem o nome.


"Vida Fácil(?)" Resenha de Rita Dias.

Mais que um livro, um relato real, com testemunhos na primeira pessoa de quem um dia ousou sonhar com uma vida melhor, longe da família, longe de casa... Relatos que chocam, que revoltam...
Um grito de protesto contra as dificuldades e as armadilhas de um sistema que humilha, que discrimina, que engana...
Uma forma de alerta pois só quem desconhece pode pensar que é uma "Vida Fácil"...

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Vida de imigrante



sábado, 20 de março de 2010

Vida no exterior nao é fácil, a gente sofre muito.... A vida aqui è uma luta diária, você mata um leão por dia para ir se adaptando. Primeiro a lingua, depois a comida, a cultura, as pessoas e até mesmo a coca cola que é mundial, é diferente. Aqui ela quase não tem gas.

Tudo é diferente e você tem que começar, ou melhor, recomeçar do zero. Tirar todos os seus documentos, voltar pra auto-escola, recomeçar a estudar tudo o que você nao sabe do país: história, políticas, personagens importantes, leis, deveres e direitos. E para parece que você nunca vai aprender tudo que esta à sua volta.

A maioria das pessoas pensam que viver no exterior è glamuroso, mas na verdade não é não. Financeiramente não me falta nada, tenho tudo o que necessito materialmente para viver, disso eu não posso reclamar. Mas sinto falta da minha indepêndencia emocional, ás vezes me sinto isolada no mundo, sinto falta de ter minhas coisas, meu trabalho, meus amigos... E como se a gente perdesse a nossa identidade, porque no final eu não me sinto nem italiana e nem brasileira... me sinto uma expatriada! Mas como o tempo é o melhor remédio pra tudo, devagar a gente vai se adaptando e um dia a gente acaba abraçando essa terra e a sua gente como se fosse nossa!

É claro que não posso dizer que sou infeliz, não seria verdade, mas ainda me falta algumas coisas para eu declarar que sou feliz com a boca cheia. Nao é fácil ser feliz aqui... Não basta só o amor e uma cabana pra ser feliz. 

Se eu for estudar a teoria das necessidades de Maslow vai me faltar os dois útimos degraus da piramide: necessidade de autorealização e necessidade de auto estima ( quando digo auto estima, digo aquela relacionada a status e reconhecimento) - Isso eu ainda nao conquistei. Os outros degraus que compõem a piramide: necessidades fisiologicas, segurança e afeto, ja esta no bolso. 
Eu gostaria de ouvir mais depoimentos de imigrantes e saber se somente eu penso e me sinto assim. Gostaria de saber das experiências e da vivência de vocês.
Extraido do http://www.noticiasdabota.com/


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