quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vida Fácil(?) Fernanda Santos: Sou poetaSou poeta no que sinto.Sou poeta no que p...

Vida Fácil(?) Fernanda Santos: Sou poetaSou poeta no que sinto.Sou poeta no que p...: Sou poeta Sou poeta no que sinto. Sou poeta no que penso. Na maneira como vejo o Mundo, A escuridão da Noite, A luz da lua ...
Sou poeta
Sou poeta no que sinto.
Sou poeta no que penso.
Na maneira como vejo o Mundo,
A escuridão da Noite, 
A luz da lua reflectida nos teus cabelos
 E o brilho dos teus olhos...
Sou poeta na maneira como te olho 
E te tenho mesmo sem te ter...
Sou poeta mesmo sem ser!
Sou poeta às vezes, 
Sou poeta sem o saber. 
Basta olhar-te. Basta sentir-te.
O teu toque, O teu cheiro...
Para ter a poesia no meu mundo.




                                                                       Rita Dias

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Meu livro

Existem inumeras pessoas vivendo fora de seu país a procura de realizaçoes pessoais e melhores condiçoes financeiras, mas nem sempre encontram o que buscam. Muitas vezes encontram apenas sofrimento e dificuldades em viver dignamente sem passar fome londe de casa.
Parece mentira, mas é a mais pura verdade. Brasileiros estao mendigando o pao para sobreviver na Europa, principalmente aqueles que nao tiveram a chance de legalizar seus documentos e andam ilegais, sem poder trabalhar para conseguir se manter.
Agora com a crise que se faz na Europa ainda se torna pior a vida dos nosso patricios, pois mesmo com vontade de regressar ao seu país, se sentem impossibilitados por falta de dinheiro ate mesmo para pagar o bilhete de regresso.
Falamos disso com mais tempo.
Abraços.
Fernanda Santos Navarro

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Quando um Imigrante se torna um Estrangeiro na sua própria Terra!



Por Raimundo Delgado

Ter que imigrar é um crime. Enquanto que, nós, imigrantes, nos consideramos privilegiados porque imigramos, o custo para o nosso bem estar é incalculável. Ninguém devia ter deixado o torrão onde nasceu.
Examinemos o preço que todos pagamos quando abandonamos a nossa terra. Cortados foram todos os nossos laços com família e amigos. A nossa alma tornou-se dividida em pedaços. A nossa busca para melhorar as coisas é constante.
A luta para sentirmo-nos completos nunca acaba. É uma luta constante sempre a desejar que estivéssemos noutro lugar. E quando regressamos brevemente à nossa terra, o nosso espírito busca a nossa segunda casa, a família e amigos que deixamos atrás. Alguns regressam à terra de origem permanentemente e encontram-se num estado de confusão, angústia e desejo de estar com os seus familiares na terra adoptada.
“Nunca devíamos ter saído da nossa terra, a nossa querida Ponta Delgada”, diz regularmente minha mãe, que conta 86 anos de idade. A dor de ser uma expatriada, de ter que abandonar a sua igreja, a Matriz, a casa e o prédio da família, amigos é ainda difícil de engolir.
Enquanto que alguns podem considerar isto uma perspectiva ingrata para com um país que providencia oportunidades económicas, a questão não é dinheiro, uma casa, ou até mesmo um trabalho, a questão é imigrar em si mesmo. Enquanto que milhões atravessam fronteiras sem documentos em busca de melhor vida, o preço é alto demais para abandonar a nossa terra.
O pior é quando andamos nas ruas e bairros da nossa terra de origem, a aldeia que nos viu nascer, e todos olham para nós como se fossemos estrangeiros. Isto é um verdadeiro crime, o facto que nos tornamos estrangeiros na nossa terra. Na realidade, um imigrante não pode regressar à sua terra.
Não existe nada mais triste como as olhadelas dos nossos compatriotas que nos consideram como forasteiros. E na terra adoptada sabemos e sentimos que não pertencemos. Sentimos pressionados para mudar os nossos nomes. Para dar nomes aos nossos filhos que sejam aceitáveis à nova cultura e língua.
Sentimo-nos forçados a derretermo-nos numa panela imaginária de todas as raças que não existe, mas vive na cabeça daqueles que se consideram superiores porque nasceram no país de acolhimento.
Ninguém deve ser culpado. O crime foi cometido quando abandonamos, há muito, a nossa terra, para a qual jamais regressaremos.
Apesar de tudo, nenhum de nós, imigrantes, com ou sem passaporte americano, devia ter vindo. A nossa terra teria beneficiado com o nosso suor e com a nossa vontade de vencer. Apesar da doença que nós imigrantes sofremos, milhões imigrariam para cá, ou outros países de oportunidade, sem pensar duas vezes.
A luta, a dor, e a ideia que somos estrangeiros e estranhos na terra que dedicamos à nossa vida, e onde seremos enterrados, é demasiado para suportar.
Imigrar é um crime que mata a nossa alma, embora a grande maioria considera imigrar uma bênção. E isto é uma triste dicotomia, é uma contradição inerente para aqueles que pensam que ser um imigrante é algo que se deva escrever à família, porque nós não temos mais um torrão que possamos dizer que é nosso.
Podemos ter um telhado sobre as nossas cabeças, mas tornamo-nos vagabundos na terra dos imigrantes. Vivemos no estrangeiro como nómadas no deserto.
A diferença é que eles sabem onde estão e para onde vão enquanto que nós buscamos o nosso lar constantemente. Não é o lugar que nos viu nascer, nem o lugar onde dormimos todas as noites.
New Bedford, Massachusetts, USA
25 de Dezembro de 2010

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Meu livro a venda

Quem quiser adquirir um exemplar pode me pedir por email via correios
Quem estiver em Guapimirim ou em Magé pode comprar na Livraria Oli Gospel, em frente ao semáforo de Guapimirim ou na Livraria Kerígma em Magé.
email fernandasantosnavarro@hotmail.com

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

http://ppaberlin.wordpress.com/2011/09/21/1358/
Uma das grandes frustracoes e estresse de nossas conterraneas brasileiras na Europa é quando se deparam com o estígma que ronda a mentalidade machista e xenófoba que grande parte dos homens europeus tem sobre a mulher brasileira.  A idéia já cristalizada de que toda brasileira está sempre disponível, hipersexualizada e presa fácil. Isso vem acarretado muitos problemas e conflitos e mesmo gerando  agressoes simbólicas, psicológicas e físicas. E essas agressoes se dao na esfera privada, pública e nos meios de comunicacao. Muitas denúncias e acoes sao realizadas pelos movimentos de mulheres,  além de solicitacoes de apoio às entidades locais e representacoes brasileiras. Hoje de manha recebemos o Manifesto das mulheres de Portugal, que retrata fielmente a situacao que estao sofrendo por lá e que pode ser extendido para praticamente para toda a Europa. Os problemas já podem comecar nos aeroportos em que desembarcam. Estamos nessa luta contra esse estígma machista, sexista e xenófoba e muitas das vezes racista e neocolonial que se abate contra as mulheres brasileiras por aqui – Ras Adauto Berlin

domingo, 16 de outubro de 2011


Crianças brasileiras são perseguidas na Espanha

16 abr
Denúncia de ataque acende debate sobre xenofobia

Uma denúncia de agressão a duas crianças brasileiras em uma escola de Madri reacendeu na Espanha a polêmica sobre xenofobia nas instituições de ensino do país. A empresária paulista Mônica Patusca afirmou que seus filhos, Carlos Henrique, de 12 anos, e Ana Karina, de 9, foram alvo de agressões físicas e xingamentos racistas por parte de outros alunos do colégio pelo fato de serem estrangeiros.
O caso ganhou destaque na imprensa espanhola e levou o governo da Espanha a reconhecer que estudantes imigrantes são alvo de xenofobia nas escolas do país. Mônica, que mora com os filhos na Espanha há quatro meses, disse que Carlos Henrique “chegou em casa com as pernas roxas várias vezes”, afirmando ter sido agredido por um grupo de garotos da própria turma, da 7ª série do colégio Enrique Tierno Galván, em Madri. Segundo ela, o filho está fazendo tratamento psicológico para suportar “uma perseguição xenófoba que acontece desde o primeiro dia de aula, com xingamentos e violência física”.
Mônica contou ainda que chegou a prestar queixa na polícia com um boletim médico, mostrando que a filha sofreu agressão física durante o recreio. Ela também pediu ajuda ao consulado brasileiro em Madri, que mandou uma carta à escola relatando a reclamação da mãe dos alunos. Segundo a empresária, que mora em Madri com os filhos desde dezembro de 2008, o colégio não tomou providências. A diretora Elena Maria Perex disse que a instituição “não faz declarações à imprensa”.

Pesquisa
A denúncia de Mônica trouxe de volta ao país a preocupação com casos de xenofobia nas escolas espanholas. Um relatório de especialistas em educação e sociologia confirmou recentemente a situação vulnerável dos estudantes imigrantes. Segundo o informe do Observatório Estatal de Convivência Escolar – feito pelo Ministério de Educação no segundo semestre de 2008 – há grandes índices de rejeição dos estudantes espanhóis em relação a alunos estrangeiros.
Baseado numa pesquisa feita com 23.100 estudantes e seis mil professores do Ensino Fundamental de 300 colégios, a conclusão é de que os alunos espanhóis são pouco tolerantes para com os imigrantes. Quase a metade dos consultados, 46%, diz que prefere não fazer trabalhos escolares com companheiros latino-americanos. Dois terços dos alunos afirmaram ainda que optariam por não estudar ao lado de ciganos, judeus ou marroquinos. Dos coletivos de imigrantes, os únicos bem-vistos são americanos e europeus ocidentais. Segundo o ministério, o estudo tem como objetivo revelar as barreiras existentes a um convívio pacífico entre estudantes imigrantes e espanhóis, e criar “novas bases para resolver o problema”.
Mas os autores do relatório admitem que a política de integração está falhando.
“Os coletivos imigrantes estão sob um grande risco de sofrer intolerância em seus âmbitos de atuação e, o que é mais grave, não houve melhora alguma dos últimos anos para cá em nenhum dos métodos de integração e informação”, disse a diretora do informe, Maria Diaz-Aguado, catedrática de Psicologia da Educação da Universidade Complutense de Madrid.

fonte: http://avozdoimigrante.wordpress.com/

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

https://www.facebook.com/groups/manifestobrasileiras/


Manifesto em repúdio ao preconceito contra as mulheres brasileiras em Portugal Vimos por meio deste, manifestar nosso repúdio ao preconceito contra as mulheres brasileiras em Portugal e exigir que providências sejam tomadas por parte das autoridades competentes. Concretamente, apontamos a comunicação social portuguesa e a forma como, insistentemente, tem construído e reproduzido o estigma de hipersexualidade das mulheres brasileiras. Este estigma é uma violência simbólica e transforma-se em violência física, psicológica, moral e sexual. Diversos trabalhos de investigação, bem como o trabalho de diversas organizações da sociedade civil, têm demonstrado como as mulheres brasileiras são constantemente vítimas de diversos tipos de violência em Portugal. O estigma da hipersexualidade remonta aos imaginários coloniais que construíam as mulheres das colônias como objetos sexuais, escravas sexuais, e marcadas por uma sexualidade exótica e bizarra. Cita-se, por exemplo, a triste experiência da sul-africana Saartjie Baartman, exposta na Europa, no século XIX, como símbolo de uma sexualidade anormal. Em Portugal, esses imaginários coloniais, infelizmente, ainda são reproduzidos pela comunicação social. Teríamos muitos exemplos a citar, mas focaremos no mais recente, o qual motivou um grupo de em torno de 140 mulheres e homens, de diferentes nacionalidades, a mobilizarem-se, a partir das redes sociais, para escrever este manifesto e conseguir apoio de diferentes organizações da sociedade civil. Trata-se da personagem “Gina”, do Programa de Animação “Café Central” da RTP (Rádio Televisão Portuguesa). A personagem é a única mulher do programa, a qual, devido ao forte sotaque brasileiro, quer representar a mulher brasileira imigrante em Portugal. A personagem é retratada como prostituta e maníaca sexual, alvo dos personagens masculinos do programa. Trata-se de um desrespeito às mulheres brasileiras, que pode ser considerado racismo, pois inferioriza, essencializa e estigmatiza essas mulheres por supostas características fenotípicas, comportamentais e culturais comuns. Trata-se de um desrespeito a todas as mulheres, pois ironiza/escarnece sua sexualidade, sua possibilidade de exercer uma sexualidade livre, o que pode ser considerado machismo e sexismo. Trata-se, ainda, de um desrespeito às profissionais do sexo, pois ironiza o seu trabalho, transformando-o em símbolo de deboche/piada/anedota, sendo que não é um trabalho criminalizado em Portugal, portanto, é um direito exercê-lo livre de estigmas. No anexo 1 desta carta estão: o vídeo de um dos episódios (na versão on-line), e a transcrição de um dos episódios, bem como, a imagem dos personagens (na versão impressa). Destacamos que o fato é agravado por se tratar de uma emissora pública, a qual em hipótese alguma deveria difundir valores que ferem o direito das mulheres e da dignidade humana. Além deste caso que envolve a televisão, existem muitos outros em revistas, jornais e publicidades, que exemplificam a disseminação do estigma em vários meios de comunicação de massa e cujos exemplos seguem em anexo. Seja qual for o meio de comunicação utilizado, é constante a representação estereotipada da mulher brasileira como objeto sexual, o que acaba por interferir na forma como as imigrantes brasileiras são percebidas e tratadas dentro da sociedade portuguesa. -Anexo 2: a capa da Revista Focos, edição 565/2010, a qual apresenta as mulheres brasileiras como sedutoras e as representa com uma imagem cujo destaque é a bunda; -Anexo 3: a reportagem do Diário de Notícias, edição do dia 26/06/2011, sobre o movimento SlutWalk Lisboa, a qual descontextualizou uma imagem, acabando por reforçar os estigmas contra a mulher brasileira, fazendo exatamente o contrário do objetivo do movimento; -Anexo 4: publicidade do Ginásio Holmes Place- Health Club, atual, sobre uma modalidade de aulas intitulada “Made in Brazil”, a qual é representada por uma imagem cujo destaque é a bunda; -Anexo 5: publicidade da Agência de Viagens Abreu, na Revista B de Brasil, edição inverno de 2001, cuja a imagem do Brasil é uma mulher e a mensagem da publicidade é uma referência direta aos descobrimentos e a disponibilidade, aos portugueses, do que havia e há no Brasil. -Anexo 6: episódio do programa de humor "Mini-Malucos do Riso", da SIC, no qual afirmam que no Brasil só há prostitutas e futebolistas. Exigimos, das autoridades competentes, que se faça cumprir a “CEDAW – Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres”, da qual tanto Portugal, como o Brasil, são signatários. Destacamos, também, o “Memorando de Entendimento entre Brasil e Portugal para a Promoção da Igualdade de Gênero”, no qual consta que estes países estão "Resolvidos a conjugar esforços para avançar na implementação das medidas necessárias para a eliminação da discriminação contra a mulher em ambos os países". Grupo de Articulação do Manifesto: https://www.facebook.com/groups/manifestobrasileiras/ Contatos: manifestobrasileiras@gmail.com